quarta-feira, setembro 20, 2006

Ponto G


Conhecer o Ponto G

Para muitos não passa de ficção, de conversa pseudo-intelectual. Podia ser o B, o L ou o R mas, por acaso é o G. Teorias, técnicas dos terapeutas sexuais para ajudar os pacientes a estimularem-se ou, simplesmente, tretas.
O que acontece é que, na realidade, inúmeros indivíduos estão-se ‘nas tintas’ para o Ponto G. Contudo, a verdade é que, embora muitos homens e mulheres desconheçam a sua localização, a sua estimulação é fulcral para o desempenho e prazer sexual feminino.
Façamos uma viagem ao paraíso.
Para ajudar, pedimos ajuda a Isaura Lourenço, psicóloga e sexóloga clínica, docente na Universidade Lusófona de Lisboa: “O ponto de Grafenberg ou Ponto G foi identificado pelo ginecologista Ernest Grafenberg, na década de 50. É uma zona particularmente sensível, fortemente enervada que se situa na parede anterior, no terço interno da vagina, por baixo da sínfise púbica. Sente-se, com a mulher deitada, relaxada, paredes vaginais bem lubrificadas, levando a palma da mão voltada para cima, introduzindo o dedo médio na vagina, flectindo o dedo para a palma da mão, num movimento como se pedisse a alguém que se aproxime. Sob pressão e estimulação, essa área periuretral esponjosa, onde se localizam as glândulas parauretrais, pode desencadear orgasmos muito intensos”.

E, já que falamos de orgasmos, é impossível ignorarmos o clítoris, outro ponto feminino exclusivamente reservado para dar prazer. Quais as semelhanças entre o Ponto G e o clítoris? “As respostas sensitivas provocadas pela estimulação do clítoris, das zonas adjacentes da vagina e do Ponto G são diferentes entre as mulheres. A estimulação tem um fim, esse sim, equivalente, que será proporcionar prazer e atingir o orgasmo. Saliente-se que 70 por cento das mulheres necessitam da estimulação do clítoris para a obtenção do orgasmo, dados que ao tornarem-se disponíveis proporcionaram a muitas mulheres a tranquilidade de se saberem normais”, esclarece a especialista.

Torna-se óbvio que a mulher, além das inúmeras zonas erógenas que desfruta, possui certas teclas (leia-se pontos) que, ao serem tocadas (leia-se estimuladas) proporcionam uma melodia (leia-se excitação) verdadeiramente harmoniosa (leia-se impiedosa). Sendo mais explícitos e resumindo todo o tema deste artigo, o Ponto G é simplesmente um ‘botão’ que serve para a mulher chegar ao clímax sexual de forma mais intensa e arrebatadora.

E como tudo se passa? Fácil. Quando o Ponto G é estimulado “aumenta de tamanho devido ao fluxo sanguíneo para essa zona, um pouco à semelhança do que acontece com o pénis, no homem, durante a erecção. Desta forma, esta zona é mais facilmente localizada se a mulher estiver excitada. A sua estimulação profunda e continuada poderá conduzir a um orgasmo”.
Concluímos assim a importância do Ponto G para a mulher, contudo, ironicamente, existem inúmeras controvérsias em relação a este. Muitos especialistas duvidam da sua real existência e dizem mesmo que nunca se descobriu uma glândula ou tecido que possam identificar o Ponto G.

Também há quem diga que este ponto é o que restou de uma glândula equivalente à próstata masculina e que só está presente em algumas mulheres. Com dúvidas ou não, são muitas as mulheres que garantem que a pressão no Ponto G lhes provoca vontade de urinar, seguida de excitação sexual. Enfim, um ponto polémico mas sempre relacionado com o prazer.

0 comentários:


Blogspot Template by Isnaini Dot Com