quinta-feira, setembro 28, 2006

Anal


Entrámos na discoteca. Estava cheia até à porta. House music misturada com rock.
Homossexuais rapados, com camisolas de alças, cinturões e bonés de cabedal negro. Lésbicas com bâton preto e penteados moldados com gel. Algumas mais velhas normalmente vestidas, saias curtas, ar provocante, beijavam-se e acariciavam-se.
Pediu um Gin para mim e um Dry-Martini (gosta disso?) para si. Bebêmo-los quase de um trago e fomos dançar... Ao nosso lado um latino enorme beijava um rapaz louro, imberbe, de olhos azuis e cheirando intensamente a Van Cleef & Arppels. Enfiava repetidamente a língua na boca do outro enquanto se roçavam ao som da música prendendo-se com força pelas ancas. O rapaz louro disse para o outro em inglês "Let’s go to the dark room."

Dancei com uma rapariga de boquilha que me tinha apalpado as nádegas com as duas mãos. O Gin começava a fazer das suas. Virou-me para si enciumado, ri-me, deu-me um enorme beijo na bochecha e disse-me "Vamos atrás deles."

Entrámos no dark-room...Enquanto a porta se abria distinguimos sombras abraçadas, em posições estranhas. Viam-se as pontas dos cigarros acesas.
A música era tão alta lá dentro como cá fora.
Às apalpadelas descobrimos uns bancos altos arrumados contra a parede. Arregaçou-me o vestido e sentou-me num deles.
Baixou-se e começou a beijar-me as coxas que eu afastava tanto quanto podia. Lambeu-me, mordiscou-me, procurou o clítoris e começou a chupá-lo devagarinho.Desceu a língua ao longo dos lábios para que o prazer não fosse excessivamente intenso. Deteve-se na entrada e meteu a língua tanto quanto conseguiu. Sentiu o meu dilúvio enquanto lhe disse baixinho: "Quero senti-lo dentro de mim". Virou-me, colocou-me a barriga sobre o banco e penetrou-me profundamente enquanto com uma mão me agarrava uma das ancas e com a outra, pousada numa das nádegas, me acariciava...
Disse-lhe: "Vai-me doer".Respondeu-me baixinho: "Quero que doa só um bocadinho". Queria que fosse uma dor que não é bem dor, uma espécie de vontade que entre todo, vontade de vencer aquele ardor ligeiro da entrada que se deixa de sentir. Muito devagar, penetrou-me. E começou a fazer movimentos muito lentos. De cada vez que me penetrava até ao fundo gemia...Comecei a ter prazer. . Vim-me em segundos. E disse-lhe: "Quero mais!" enquanto o puxava com força para mim. Tive oito ou nove orgasmos consecutivos naquela posição. Alguns eram cristas de onda de um único orgasmo, em paroxismos múltiplos, em subidas e descidas de um prazer que nunca tinha sentido daquela maneira.

Beijámo-nos...Recompusemo-nos...Voltámos à sala.

Tínhamos uma sede tremenda. Pedimos duas Heinnecken (odeio cerveja) com limão. Saboreámos a cerveja com o braço em redor do outro. Pousei o copo no balcão...Olhei para si com ar malicioso e entre risos disse-lhe: "Vamos para o Hotel"....
E o mais curioso desta história é que nunca fiz sexo anal e esclareço que nem tenho vontade de tal.

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