- Humm… Está muito boa. Foste tu que fizeste? – perguntou a minha cunhada. Estávamos todos à mesa a comer a sobremesa, depois de um bom jantar. Era praticamente um jantar de família, com mais dois convidados, conhecidos do meu marido.
- Fui. A receita é simples, mas fiz umas adaptações. Gostaram todos?
Todos disseram ou acenaram que sim, uns mais distraidamente que outros. Haviam conversas em paralelo, à beira de uma mesa semi-despida, com migalhas aqui e ali. Foi então que senti um toque nas minhas pernas. Quase que dava um salto na cadeira. Olhei para a frente e vi um dos amigos do meu marido. Já nem me lembrava do seu nome! Encolhi as pernas, apologeticamente. Mas voltei a sentir o toque, pareceu-me que com o pé descalçado. Pé esse que foi deslizando pelas minhas pernas acima. Estava chocada e sem reacção. Olhei para o meu marido, à minha esquerda. Estava embrenhado num conversa com a minha irmã e cunhado. Voltei a encarar o desconhecido, pois era o que na realidade me era, e até corei ao ver os seus olhos, que me olhavam com desejo. O meu coração começou a palpitar mais forte. Eu queria parar aquilo ali e já, mas estava sem reacção, talvez ainda chocada, talvez… A ficar um pouco excitada. Corei novamente só de pensar nisso.
Ele pressionou um pouco mais o seu pé entre as minhas pernas, como que a pedir que as apartasse um pouco. Para minha própria incredulidade, foi o que fiz. Deslizou pelas minhas coxas, e teria continuado se não tivesse fechado outras vez as minhas pernas. Lembrei-me que não estava a usar as minhas cuequinhas. Fiquei embaraçada e a minha fuga foi…
- Quem quer café? – perguntei eu, enquanto empurrava a cadeira para trás e me levantava – Pedro, leva-os para a sala de jantar e serve-lhes algo para beberem com o café. Vou à cozinha preparar.
Começaram a levantar-se, retomando as suas conversas.
- Queres ajuda? – perguntou a minha irmã.
- Não, deixa-te estar. Eu trato disso. Hoje está tudo por minha conta, excepto a loiça, que vai ser responsabilidade do Pedro. – e rimo-nos.
Apanhei alguns pires da mesa e fui para a cozinha. Poisei tudo no lava-louça e, com as mãos apoiadas na banca, fiquei ali parada, a pensar no sucedido à mesa. Que atrevimento! E que constrangedor será agora ir para a sala de jantar e olhar para ele outra vez!
Senti uma mão nas minhas costas, empurrando suavemente, inclinando-me sobre o lava-louça. Outra mão deslizava pela minha perna acima, levantando a minha saia, que me ficava acima do joelho. Fiquei surpreendida, e mais ainda quando não reagi.
A mão que me empurrava as costas afastou os meus cabelos para um lado, senti o corpo dele encostar-se ao meu, a sua outra mão subindo, encontrando a minha intimidade. Senti o calor da boca dele na minha orelha destapada. Pensei que me iria dizer algo, mas apenas deu um beijo, seguido de uma lambidela. A mão que afastou os cabelos, num movimento fluido e contínuo, já estava a tocar nos meus seios, por cima da roupa. A sua outra mão continuava lá por baixo, como se conhecesse os cantos da casa, deixando-me cada vez mais excitada.
Fiquei escandalizada comigo própria, quando me inclinei ainda mais, e o empurrei com o meu traseiro. Sem surpresa, senti algo duro por baixo das suas calças, e comecei a roçar nele.
Ele tirou a sua mão da minha feminalidade e pressenti que estaria a desapertar as suas calças. Em dois segundos, a sua mão estava de volta, levantando a saia de vez.
Deixei de sentir a mão uma vez mais, mas senti outra coisa. Coisa essa que entrou em mim, sem mais nem menos. As suas mãos agarravam as minhas nádegas, quando começou a penetrar-me, em movimentos de vaivém constante. De vez em quando passava pelas minhas costas, deslizando com as suas mãos suaves.
Ele tentou que eu endireitasse as minhas costas, talvez para poder chegar às minhas mamas, ou até para tentar beijar-me, mas… Para minha própria surpresa, já não estava em mim e estava com uma sensação de urgência, que me fez inclinar ainda mais e eu mesma fazer movimentos de vai e vem, como se ele não estivesse a fazer como deve ser. Queria vir-me, vir-me e vir-me, e depois senti-lo vir-se dentro de mim.
- Então? Os cafés?! – ouvi a voz do Pedro, meu marido, lá da sala de jantar. Não respondi logo, estava tão compenetrada, quase no auge, que acho que não pararia se ele tivesse aparecido ali naquele momento.
Comecei sentir ondas de prazer, que partiam do meu centro e se espalhavam pelo meu corpo todo. Queria gritar, mas a única coisa que saiu foi…
- Está quase pronto! Já vai!
Já vai… Já veio. Ele ejaculou dentro de mim, senti-o. Também senti ele sair de dentro de mim. Fechei os olhos, a recuperar o fôlego. O que fiz eu? Não interessa. Quero mais!
Virei-me… E só vi as suas costas, a sair da cozinha em direcção à sala do jantar.
Fiquei ali um minuto, meio atordoada, meio confusa… Compus-me e comecei a preparar os cafés… A excitação foi sumindo, a culpa e a vergonha foi invadindo o meu ser.
Ouvi um tilintar… Alguém tinha aberto a porta da saída. Ouvi umas vozes, parecia que se estavam a despedir.
Os cafés, na bandeja, fumegavam quando entrei na sala de jantar. Hesitei em levantar os olhos. Constatei que o fulano não estava lá. Devia ter sido ele a ir embora. Nem me lembro do nome! E não tenho a coragem de perguntar ao Pedro. E nem quero. Foi uma loucura temporária, que não se tornará a repetir. Pelo menos foi o que procurei mentalizar.
O Pedro… Ele no fim foi fazer a sua parte… No lava-louça.
- Fui. A receita é simples, mas fiz umas adaptações. Gostaram todos?
Todos disseram ou acenaram que sim, uns mais distraidamente que outros. Haviam conversas em paralelo, à beira de uma mesa semi-despida, com migalhas aqui e ali. Foi então que senti um toque nas minhas pernas. Quase que dava um salto na cadeira. Olhei para a frente e vi um dos amigos do meu marido. Já nem me lembrava do seu nome! Encolhi as pernas, apologeticamente. Mas voltei a sentir o toque, pareceu-me que com o pé descalçado. Pé esse que foi deslizando pelas minhas pernas acima. Estava chocada e sem reacção. Olhei para o meu marido, à minha esquerda. Estava embrenhado num conversa com a minha irmã e cunhado. Voltei a encarar o desconhecido, pois era o que na realidade me era, e até corei ao ver os seus olhos, que me olhavam com desejo. O meu coração começou a palpitar mais forte. Eu queria parar aquilo ali e já, mas estava sem reacção, talvez ainda chocada, talvez… A ficar um pouco excitada. Corei novamente só de pensar nisso.
Ele pressionou um pouco mais o seu pé entre as minhas pernas, como que a pedir que as apartasse um pouco. Para minha própria incredulidade, foi o que fiz. Deslizou pelas minhas coxas, e teria continuado se não tivesse fechado outras vez as minhas pernas. Lembrei-me que não estava a usar as minhas cuequinhas. Fiquei embaraçada e a minha fuga foi…
- Quem quer café? – perguntei eu, enquanto empurrava a cadeira para trás e me levantava – Pedro, leva-os para a sala de jantar e serve-lhes algo para beberem com o café. Vou à cozinha preparar.
Começaram a levantar-se, retomando as suas conversas.
- Queres ajuda? – perguntou a minha irmã.
- Não, deixa-te estar. Eu trato disso. Hoje está tudo por minha conta, excepto a loiça, que vai ser responsabilidade do Pedro. – e rimo-nos.
Apanhei alguns pires da mesa e fui para a cozinha. Poisei tudo no lava-louça e, com as mãos apoiadas na banca, fiquei ali parada, a pensar no sucedido à mesa. Que atrevimento! E que constrangedor será agora ir para a sala de jantar e olhar para ele outra vez!
Senti uma mão nas minhas costas, empurrando suavemente, inclinando-me sobre o lava-louça. Outra mão deslizava pela minha perna acima, levantando a minha saia, que me ficava acima do joelho. Fiquei surpreendida, e mais ainda quando não reagi.
A mão que me empurrava as costas afastou os meus cabelos para um lado, senti o corpo dele encostar-se ao meu, a sua outra mão subindo, encontrando a minha intimidade. Senti o calor da boca dele na minha orelha destapada. Pensei que me iria dizer algo, mas apenas deu um beijo, seguido de uma lambidela. A mão que afastou os cabelos, num movimento fluido e contínuo, já estava a tocar nos meus seios, por cima da roupa. A sua outra mão continuava lá por baixo, como se conhecesse os cantos da casa, deixando-me cada vez mais excitada.
Fiquei escandalizada comigo própria, quando me inclinei ainda mais, e o empurrei com o meu traseiro. Sem surpresa, senti algo duro por baixo das suas calças, e comecei a roçar nele.
Ele tirou a sua mão da minha feminalidade e pressenti que estaria a desapertar as suas calças. Em dois segundos, a sua mão estava de volta, levantando a saia de vez.
Deixei de sentir a mão uma vez mais, mas senti outra coisa. Coisa essa que entrou em mim, sem mais nem menos. As suas mãos agarravam as minhas nádegas, quando começou a penetrar-me, em movimentos de vaivém constante. De vez em quando passava pelas minhas costas, deslizando com as suas mãos suaves.
Ele tentou que eu endireitasse as minhas costas, talvez para poder chegar às minhas mamas, ou até para tentar beijar-me, mas… Para minha própria surpresa, já não estava em mim e estava com uma sensação de urgência, que me fez inclinar ainda mais e eu mesma fazer movimentos de vai e vem, como se ele não estivesse a fazer como deve ser. Queria vir-me, vir-me e vir-me, e depois senti-lo vir-se dentro de mim.
- Então? Os cafés?! – ouvi a voz do Pedro, meu marido, lá da sala de jantar. Não respondi logo, estava tão compenetrada, quase no auge, que acho que não pararia se ele tivesse aparecido ali naquele momento.
Comecei sentir ondas de prazer, que partiam do meu centro e se espalhavam pelo meu corpo todo. Queria gritar, mas a única coisa que saiu foi…
- Está quase pronto! Já vai!
Já vai… Já veio. Ele ejaculou dentro de mim, senti-o. Também senti ele sair de dentro de mim. Fechei os olhos, a recuperar o fôlego. O que fiz eu? Não interessa. Quero mais!
Virei-me… E só vi as suas costas, a sair da cozinha em direcção à sala do jantar.
Fiquei ali um minuto, meio atordoada, meio confusa… Compus-me e comecei a preparar os cafés… A excitação foi sumindo, a culpa e a vergonha foi invadindo o meu ser.
Ouvi um tilintar… Alguém tinha aberto a porta da saída. Ouvi umas vozes, parecia que se estavam a despedir.
Os cafés, na bandeja, fumegavam quando entrei na sala de jantar. Hesitei em levantar os olhos. Constatei que o fulano não estava lá. Devia ter sido ele a ir embora. Nem me lembro do nome! E não tenho a coragem de perguntar ao Pedro. E nem quero. Foi uma loucura temporária, que não se tornará a repetir. Pelo menos foi o que procurei mentalizar.
O Pedro… Ele no fim foi fazer a sua parte… No lava-louça.

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