
Não é muito normal eu utilizar o metro, mas naquela dia não tive outra hipótese. A viagem também não era muito grande, do Rato até ao Campo Grande.
A carruagem não estava muito cheia, apesar de no banco onde me sentei estarmos 3 pessoas.
À minha frente ia um rapaz novo, bem giro por sinal, o que até me fez pensar que acompanhada desta forma a viagem até se fazia bem. Ao meu lado ia uma senhora já com alguma idade que teimava em segurar a cabeça que por sua vez teimava em pender rendida ao sono.
O rapaz teimava em olhar fixamente lá para fora apesar de estarmos a percorrer os túneis e não se ver nada que não o escuro, a parede ou as luzes de outras carruagens que passavam no sentido oposto.
Não olhou para mim uma única vez, e ao olhar lá para fora para perceber o que via ele vi o meu reflexo no vidro, e o facto de eu estar de saia, de perna cruzada dava-lhe motivo para ele olhar “lá para fora”.
O meu primeiro reflexo foi o de descruzar as pernas e puxar o mais que podia a saia, mas nem os joelhos consegui tapar… Quem me manda vestir saias destas… O rapaz ao percebeu que eu havia reparado para onde ele olhava, e deu para perceber que ficou um pouco envergonhado, mas ao mesmo tempo sorriu embora sem nunca me encarar.
Os altifalantes anunciaram que estávamos a chegar à estação de Entrecampos, onde as poucas pessoas que estavam na carruagem saíram, com certeza para irem apanhar o comboio. Apenas o meu “voyer” se manteve sentado mesmo à minha frente. Teimava em não olhar para mim sem ser pelo reflexo do vidro.
Passou-me pela cabeça mudar de lugar, mas deixei-me estar, estava a começar a achar piada a este jogo. Decido meter conversa com ele, e no preciso momento que vou começar a falar ele olha para mim pela primeira vez e tenta também meter conversa. Ambos ficamos atrapalhados e começamos a rir. Bom, o gelo estava quebrado.
- Desculpa, ias dizer qualquer coisa.
- Não era nada, eu interrompi-te.
- Pois... mas não era nada de especial, podes dizer.
- Não é nada demais, ia comentar que é curioso o facto de termos ficado aqui sozinhos.
- Sim, é verdade, nunca me tinha acontecido.
E voltamos a ficar em silêncio. Ele voltou a olhar lá para fora, para o escuro e eu como que a provocá-lo resolvi cruzar a perna e puxar um pouco da saia para cima. Ele nem sequer reagiu. Instantes depois o comboio afrouxou a velocidade e acabou por se imobilizar no meio do túnel. Eu confesso que fiquei um pouco assustada.
- Parámos?
- É normal, dentro em pouco o comboio arranca novamente.
Ficámos mais uns instantes em silêncio. Ele continuava a olhar-me pelo reflexo no vidro, e sem nunca sequer me encarar directamente. Ele já sabia que eu tinha percebido, mas isso já não o incomodava. Resolvi ver até onde ele estava disposto a ir.
- Já viste que mesmo que estivéssemos em apuros ninguém nos podia ajudar?
- Isso não é bem assim.
- Mas por exemplo, eu podia gritar e ninguém me iria ouvir.
- Gritar? Mas porque haverias de gritar?
- Foi um comentário... mas imagino uma ou duas coisas que me fariam gritar…
- Desculpa? Não te estou a perceber...
- Sim, gritar não tem necessariamente que ser para pedir ajuda. Há quem grite porque está zangado, porque está feliz, até porque está excitado.
- Porque está excitado?
- Sim, ou nunca estiveste com uma mulher que grite quando está excitada?
- Por acaso não... estive com uma que me cravava as unhas nas costas.... mas gritar não. Tu gritas?
- Depende.
- Depende do quê?
- Depende do prazer que estou a ter.
- Isto não me está a acontecer… - disse ele entre dentes.
- Sabes, toda esta situação não posso negar que me está a deixar excitada.
- Não me estás a deixar numa situação muito confortável…
- Não muito confortável? Sou assim tão feia que fiques com dúvidas?
- Feia? Muito antes pelo contrário. Não estava era à espera de toda esta situação.
- Se queres mesmo saber... nem eu. Não fiques com a ideia que sou uma mulher fácil, porque não o sou.
- Desculpa, não era isso que eu queria dizer.
- Mas como deves compreender... estou com dificuldades em acreditar que estou mesmo encalhado numa carruagem vazia, parada no meio do túnel, sentado em frente a uma mulher linda, que me diz estar excitada.
- Tirando nós dois a carruagem está mesmo vazia não está?
- Sim.
- O comboio está parado no meio do túnel não está?
- Sim.
- Dá-me a tua mão.
Ele não conseguia esconder que estava curioso por saber o que se iria passar de seguida mas ao mesmo tempo mostrava um pouco de nervosismo.
- Desculpa, ias dizer qualquer coisa.
- Não era nada, eu interrompi-te.
- Pois... mas não era nada de especial, podes dizer.
- Não é nada demais, ia comentar que é curioso o facto de termos ficado aqui sozinhos.
- Sim, é verdade, nunca me tinha acontecido.
E voltamos a ficar em silêncio. Ele voltou a olhar lá para fora, para o escuro e eu como que a provocá-lo resolvi cruzar a perna e puxar um pouco da saia para cima. Ele nem sequer reagiu. Instantes depois o comboio afrouxou a velocidade e acabou por se imobilizar no meio do túnel. Eu confesso que fiquei um pouco assustada.
- Parámos?
- É normal, dentro em pouco o comboio arranca novamente.
Ficámos mais uns instantes em silêncio. Ele continuava a olhar-me pelo reflexo no vidro, e sem nunca sequer me encarar directamente. Ele já sabia que eu tinha percebido, mas isso já não o incomodava. Resolvi ver até onde ele estava disposto a ir.
- Já viste que mesmo que estivéssemos em apuros ninguém nos podia ajudar?
- Isso não é bem assim.
- Mas por exemplo, eu podia gritar e ninguém me iria ouvir.
- Gritar? Mas porque haverias de gritar?
- Foi um comentário... mas imagino uma ou duas coisas que me fariam gritar…
- Desculpa? Não te estou a perceber...
- Sim, gritar não tem necessariamente que ser para pedir ajuda. Há quem grite porque está zangado, porque está feliz, até porque está excitado.
- Porque está excitado?
- Sim, ou nunca estiveste com uma mulher que grite quando está excitada?
- Por acaso não... estive com uma que me cravava as unhas nas costas.... mas gritar não. Tu gritas?
- Depende.
- Depende do quê?
- Depende do prazer que estou a ter.
- Isto não me está a acontecer… - disse ele entre dentes.
- Sabes, toda esta situação não posso negar que me está a deixar excitada.
- Não me estás a deixar numa situação muito confortável…
- Não muito confortável? Sou assim tão feia que fiques com dúvidas?
- Feia? Muito antes pelo contrário. Não estava era à espera de toda esta situação.
- Se queres mesmo saber... nem eu. Não fiques com a ideia que sou uma mulher fácil, porque não o sou.
- Desculpa, não era isso que eu queria dizer.
- Mas como deves compreender... estou com dificuldades em acreditar que estou mesmo encalhado numa carruagem vazia, parada no meio do túnel, sentado em frente a uma mulher linda, que me diz estar excitada.
- Tirando nós dois a carruagem está mesmo vazia não está?
- Sim.
- O comboio está parado no meio do túnel não está?
- Sim.
- Dá-me a tua mão.
Ele não conseguia esconder que estava curioso por saber o que se iria passar de seguida mas ao mesmo tempo mostrava um pouco de nervosismo.
Pousei a sua mão no meu joelho.
Já se tornava difícil esconder a minha excitação. Sorria-lhe com um sorriso maroto enquanto mordia suavemente os meus próprios lábios.
Lentamente fui puxando a mão dele pela minha perna. Ele estava mesmo perto do limite, o seu olhar incrédulo excitava-me e ao mesmo tempo dava-me vontade de rir.
A mão dele estava nas minhas virilhas e eu já o ouvia respirar a um passo acelerado, embora tentasse esconder que também estava a ficar excitado.
A expressão da minha cara e o calor que sentia na mão que lentamente se escondia debaixo da minha saia, estavam a deixá-lo completamente louco, fora de si, e isso fazia-se mostrar nas suas calças.- Então?! Parece que não sou a única a estar excitada…Ele não conseguia dizer sequer uma palavra. A mão dele continuava a subir, sentindo a pele macia e sedosa e cada vez mais quente. Nesta altura eu olhei-o nos olhos, afastei as pernas e coloquei a sua mão em cima das minhas cuecas, bem no meio das minhas pernas, que não deixavam qualquer dúvida da minha excitação.
Ele abriu a boca um pouco, mas nem uma palavra disse.- Então e agora? Já acreditas?- sim… - disse ele com a voz a sumir.- E o que vais fazer? Vais deixar-me assim?Ele arriscou-se a desviar-me as cuecas com um dos seus dedos, olhando-me sempre, para admirar o que eu ia sentindo. Eu sorri-lhe com o sorriso mais provocante que alguma me recordo de ter feito. Ele percebeu que estava no caminho certo e tocou-me ao de leve nos lábios, sentindo-os escorregadios, quentes, a pulsarem de excitação. Apesar do seu toque ser leve, fechei os olhos e encolhi-me como que com um espasmo. As minhas mãos agora não precisavam de guiar as dele, e deixei a mão dele percorrer o seu corpo.
Apertei os meus seios com uma mão, enquanto que com a outra mão esfregava o lóbulo da minha orelha esquerda.
Abri mais um pouco as pernas e subi mais a saia, deixando a descoberto umas cuecas brancas, húmidas, fruto do meu desejo e excitação.
Ele não hesitou, ajoelhou-se diante de mim, fazendo o mesmo percurso que à pouco fez com uma só mão, mas que agora fazia com as duas, percorrendo as minhas pernas desde o joelho até às virilhas. Eu tenho que confessar que tremia, antecipando o que se iria passar. Puxei para cima a minha camisa mostrando os meus seios apertados num soutien também branco com umas rendas que mal escondiam os meus mamilos rosa e rijos.
Ele encostou a cabeça ao meu regaço, sentindo o calor que o meu corpo emanava. Com a língua, timidamente descobriu toda a zona, começando na virilha da perna direita e lentamente foi avançando até à virilha da perna esquerda.
As suas mãos depressa passaram para trás das minhas ancas, sentindo as nádegas contraídas como que a impelirem o meu corpo para a frente. Eu passava a mão pela cabeça dele, incentivando-o a investir com a língua para dentro de mim, enquanto com a outra acariciava os meus seios, especialmente nos mamilos. Ele facilmente me tirou as cuecas, ao que respondi com um apertar da mão que resultou mais num puxão de cabelos. Ao sentir a língua tocar-me levemente no clitóris, não consegui conter um pequeno grito de prazer, ele sabia muito bem o que estava a fazer. Brincava comigo evitando passar com a língua pelo meu clitóris, porque sabia que era isso que eu queria.
Com os seus lábios apertava os meus lábios carnudos e molhados e puxava-os levemente enquanto chupava. Eu já me contorcia de prazer enquanto empurrava a cabeça dele mais contra o meu ventre.
Ele passou a língua com mais pressão, iniciando a viagem no fim das minhas nádegas e parando no clitóris, começou levemente a chupá-lo, comprimindo-o com a língua contra os dentes, sentindo-me tremer cada vez que fazia esse movimento, as minhas pernas pareciam varas verdes, tremendo como se a força me estivesse a fraquejar, e ele puxava-me para si mais e mais com as mãos apertando fortemente as minhas nádegas. A minha respiração estava cada vez mais acelerada, marcando o ritmo à língua dele.
Eu, apoiando os pés na beira do banco empurrava os meus quadris contra a sua cara enquanto as minhas mãos agarrando o seu cabelo, empurravam a cabeça dele contra o meu ventre.- Quero-te dentro de mim! Quero-te sentir! – Disse eu excitada, e querendo sentir o seu toque dentro de mim.Ele limitava-se a continuar a chupar o meu clitóris, brincando com a língua, sempre passeando-se apenas pelos contornos dos meus lábios. Puxo-lhe o cabelo para cima dando a entender que queria que ele recuasse com a cabeça, e ele assim faz, ficando de cócoras em frente a mim, olhando-o com um ar de volúpia e prazer.- Despe-te!- Queres que me dispa aqui?- Sim, despe-te! Quero-te sentir dentro de mim!- Mas... – Não o deixei sequer acabar a frase, metia a mão na sua cintura e desapertei-lhe o cinto. Ao invés de desabotoar o botão, aproximei a cara da cintura dele, passando os lábios pelo vulto que bem se fazia notar, mordisquei-o, descobrindo toda a sua extensão com lábios e dentes.- Não queres? Não queres entrar dentro de mim? – disse-lhe com um ar de gozo enquanto apertava a sua glande com os lábios mesmo por cima da ganga.
A resposta dele não tardou. De um movimento só abriu todos os botões das suas calças, deixando a descoberto umas boxers cinzentas justas que me davam a conhecer todo o seu desejo por mim.- É verdade, também estás excitado. – disse-lhe brincando, enquanto continuava a olhá-lo e a passar os lábios pelo seu sexo.
Ele não sabia onde meter as mãos, e acabou por pousá-las no varão que passava por cima das nossas cabeças. Já eu sabia muito bem onde meter as minhas mãos. Baixei-lhe os boxers, ficando com aquele membro hirto mesmo diante dos meus olhos. Agarrei-o com uma mão enquanto passava a língua pelos seus testículos, ao que ele respondeu com umas contracções.
De seguida percorri todo o seu pénis muito levemente, com a ponta da língua, até chegar à glande, onde não hesitei em provar o sabor do seu sexo, colocando-o na boca enquanto o massajava com ambas as mãos. Ele apenas cerrava os dedos, apertando o varão, como que querendo-o amolgar entre os seus dedos. A cabeça inclinada para trás e com a boca aberta exclamando o seu prazer, enquanto eu lhe chupava a cabeça do seu membro, apertando-a entre os seus lábios, com as mãos passeava pelo restante daquela fonte de prazer.
Os movimentos intensificaram-se ao que ele respondia com exclamações de prazer cada vez mais compostas de contracções e movimentos de anca. Quando senti que ele estava mesmo no auge parei.- Então?!- Então o quê?- Porque paraste?- Porque não quero que te venhas.- Não queres?- Não.- Já não estou a perceber nada.- Quero vir-me contigo.Levantei-me do banco, virei-lhe as costas ajoelhei-me em cima do banco e levantei bem alto o meu cú, bem torneado e com as marcas do meu bikini fio dental.- Entra dentro de mim!Ele mete as mãos nas minhas ancas, apertando-as e entra de uma vez dentro de mim, podia senti-lo bem fundo, no meu ventre. Sentia-a escorregar em mim, ora a entrar ora a sair, sentia-o mesmo a tocar lá no fundo.
Ambos gememos em uníssono enquanto eu rebola lentamente as minhas ancas fazendo-o sentir as minhas entranhas quentes a abraçarem o seu pénis. Ele agarra-me nas nádegas e afasta-as para que pudesse penetrar-me mais um pouco. Tenho de confessar que estremeci.
O ritmo começou a ser cada vez mais rápido, ele com uma mão tira-me o cabelo que teimava em esconder-me a face, e eu prendo um dos seus dedos na minha boca, que começo a chupar, incitando-o a não parar.
Com os dedos húmidos da minha boca, ele acaricia-me os mamilos, o que me faz começar a contorcer como se estivesse prestes a explodir.- Estou-te a sentir! Estou-te a sentir!- Vou-me vir dentro de ti!- Sim, por favor!!!!!!
Numa explosão de prazer ambos atingimos o orgasmo, mas os nossos corpos não querem parar, continuando com os mesmos movimentos, ainda que talvez por culpa dos espasmos que tal explosão “orgasmática” nos tenha proporcionado.
Ele ofegante recua um passo e fica a olhar para mim, ainda de joelhos, com a cabeça apoiada nas costas do banco a gemer e respirar ofegante. Sento-me novamente no banco, olho para ele com um ar de puro prazer ao que ele responde com um sorriso, enquanto se senta novamente à minha frente. Ambos os membros, ainda a vibrarem da explosão de prazer que proporcionaram, estavam húmidos e quentes.Sentimos então uma trepidação, era o comboio que iniciava a sua marcha, e vestimo-nos apressadamente. Ainda a recuperar o fôlego apoiei a cabeça nas mãos que por sua vez apoiei nos cotovelos e fechei os olhos por instantes. Fiquei ali uns segundos, até ouvir uma voz distante que dizia “Próxima estação… Campo Grande!”.
Era a minha saída. Levantei a cabeça e foi com surpresa que não só encontrei o rapaz à minha frente, que agora já me olhava de frente, mas também toda a gente que havia saído 2 estações antes, inclusive a senhora que ainda continuava a sua batalha com o sono.- Foi um sonho! - pensei eu- Foi tudo um sonho. Bom, mas que sonho, sinto-me toda molhada e como se estivesse mesmo vivido tudo isto…Ao parar na estação as portas do comboio abrem e é altura de eu sair, mas não queria ir sem pelo menos ouvir uma palavra, da boca deste rapaz que me deixou neste estado, sem sequer me tocar.- Dá-me licença?!- Oh sim desculpe. – disse ele desviando as suas pernas para que eu pudesse passar.Ao fazer este movimento um pano branco cai do banco onde ele estava sentado, e ele apressou-se a apanhar e colocar no bolso, pedindo desculpa mais uma vez.
Ao sair da carruagem, o vento provocado pelo movimento do comboio fez com que a minha saia esvoaçasse, e eu percebesse que estava demasiado “arejada”. Segurei o meu vestido e percebi que não tinha as minhas cuecas vestidas. Olhei para a carruagem de onde tinha saído, e onde o rapaz com quem eu havia sonhado estava, e vejo-o pegar no pano branco que ele tinha deixado cair e com ambas as mãos levá-lo à cara, cheirando aquele pano que percebi então serem as minhas cuecas.
Confesso que fiquei sem reacção. Mas afinal foi um sonho ou realidade, mas estávamos sozinhos ou houve sempre gente na carruagem? A carruagem fechou as portas, e começou o seu movimento. Ele ainda teve tempo de me sorrir com um ar comprometedor que me respondeu às minhas perguntas.Andar de metro afinal de contas não tem necessariamente que ser assim tão mau, pena que não sejam sempre assim estas viagens.
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