Experiência a Três
Finalmente vos vou contar a tal experiência de menáge que tive - ou espécie de menáge.
Ana e Ricardo vieram desafiar-me a sair, mesmo depois de lhes ter dito por telemóvel que, nessa noite, não pretendia sair. Acabaram por me convencer e lá fomos até às Docas. Depois de um jantar bem regado a sangria, resolvemos sair dali e ir até à 24 de Julho, onde nos encontrámos com alguns dos amigos habituais e, como fazemos esporadicamente, andámos de bar em bar, bebendo cerveja. Até que resolvi vir para casa, enquanto ainda conseguia ter noção do que fazia, apesar do “alegre” e um pouco tonta.
Finalmente vos vou contar a tal experiência de menáge que tive - ou espécie de menáge.
Ana e Ricardo vieram desafiar-me a sair, mesmo depois de lhes ter dito por telemóvel que, nessa noite, não pretendia sair. Acabaram por me convencer e lá fomos até às Docas. Depois de um jantar bem regado a sangria, resolvemos sair dali e ir até à 24 de Julho, onde nos encontrámos com alguns dos amigos habituais e, como fazemos esporadicamente, andámos de bar em bar, bebendo cerveja. Até que resolvi vir para casa, enquanto ainda conseguia ter noção do que fazia, apesar do “alegre” e um pouco tonta.
Ana e Ricardo quiseram acompanhar-me para um último copo, já no meu apartamento. Entrámos e eles encaminharam-se de imediato para o sofá, onde se sentaram, abraçados. Liguei o som bem baixinho para não incomodar o raio da vizinha de baixo - e, desta vez, até teria razão, eram 6 horas da manhã - e segui para a cozinha, onde fui buscar as cervejas ao frigorífico.
Quando entrei na sala, copos numa mão e garrafas na outra, Ana estava sentada ao colo de Ricardo, de frente para ele, abraçando a sua cintura com as pernas. Beijavam-se loucamente e a mão direita de Ricardo perdia-se debaixo da blusa de Ana, acariciando-lhe os seios, enquanto a outra lhe apertava as nádegas de encontro a si.
Estaquei a olhá-los e o desejo começou a invadir-me ao observar o desejo deles.
Devo ter soltado algum gemido, algum som, porque pararam repentinamente, olhando para mim.
Antes, devo dizer-lhes que Ricardo é um daqueles homens de fazer suspirar a mais fria das mulheres - alto, moreno, olhos negros, boca sensual, corpo sem a mais pequena grama de gordura devido à natação, ou seja, um belo exemplar masculino.
Ana, sabendo o que eu pensava de Ricardo, chamou-me para junto deles. Sentei-me ao lado de Ricardo, ainda com as cervejas na mão e Ana pegou em uma das garrafas e levou-a aos lábios, sorvendo um gole, depois outro e mais outro, aproximando a boca de Ricardo e deitando na boca deste o último gole de cerveja, enquanto trocavam mais um beijo.
Ricardo olhou-me e pegou na mesma garrafa levando-a aos lábios, sorvendo também alguns goles daquele néctar, depois aproximou a sua boca da minha e, começando a beijar-me foi deixando escorrer o líquido de sua boca, molhando a minha, permitindo que gotas de cerveja deslizassem por lábios, queixo, pescoço. Depois sua língua percorreu o mesmo caminho, lambendo cada pedaço de pele.
Ana saiu do colo de Ricardo, começando a despir-se lentamente, enquanto dançava ao som dos blues entoados numa voz rouca.
Enquanto isso, eu e Ricardo já nos envolvíamos num abraço quente, num beijo alucinado, línguas entrelaçadas e mãos que buscavam descobrir peles - pele um do outro - e fomos despindo-nos, esquecendo tudo a não ser a procura da satisfação daquele desejo.
Comecei a sentir afagos nos meus cabelos que descobri não serem das mãos de Ricardo, mas sim de Ana, e beijos que desciam pelas minhas costas.
As mãos de Ana agarraram-me os seios, ofertando-os à boca, lábios, língua e dentes de Ricardo, enquanto os seus próprios seios se esmagavam contra as minhas costas.
Senti-lhe os bicos rijos, tal como se encontravam os meus, debaixo das carícias dele; uma das mãos de Ricardo encontrava-se entre as minhas pernas, acariciando-me o sexo, enquanto as minhas se perdiam na sua virilidade soberbamente erguida.
Depois… depois… entrei num oceano de torpor… torpor de desejo, volúpia e luxúria, do qual apenas me recordo da boca de Ana na minha, depois a de Ricardo, e as nossas bocas que se tocavam, entrelaçando línguas, já não sabendo qual era a de cada um; depois Ricardo dentro de mim, enquanto eu sentada sobre ele, movia o corpo na procura do orgasmo; Ana que me beijava os seios enquanto Ricardo entrava por trás de mim, agarrando-me as ancas e puxando-me contra ele; eu beijando Ricardo enquanto ele entrava em Ana, em gozo louco; e, finalmente os orgasmos, dele, dela, meus, os gemidos a três, a loucura daquele mar de orgasmos nossos, alucinados, de outra dimensão.
Quando acordei estava na minha cama e eles já haviam saído.
Há muito que passara da hora de almoço.
Sutra

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