quarta-feira, abril 19, 2006

O Swing em noticia

A troca de casais, uma das formas de relacionamento sexual alternativo ("swinging"), está a aumentar em Portugal, revela um estudo que identifica os "swingers" como os casais que mais satisfação conseguem e menos ciúmes sentem.






O estudo pioneiro do médico especialista em sexologia José Murta Cadima, traz à luz do dia um comportamento que, apesar de estar em franco crescimento, é ainda considerado clandestino: o adultério consentido.

Em Portugal, como na maioria dos outros países, a troca de casais – uma forma de "swinging", tal como o "menage à trois", as orgias ou o "flirt" – sofreu um grande aumento graças à Internet, que permite a troca de experiências, contactos e informações, a coberto de anonimato.

O estudo caracterizou o universo dos "swingers": "São mais velhos que os indivíduos sexualmente fiéis, usam mais eficazmente fantasias sexuais, referem menos sentimentos de ciúme e têm durações maiores dos seus casamentos actuais".

PRIMEIRO PASSO É DOS HOMENS

O primeiro passo para a troca de casais é essencialmente masculino. Os resultados do inquérito permitiram concluir que, entre os adeptos da troca de casais, cerca de metade das mulheres (53,3 por cento) respondeu que foram os maridos e a outra metade (46,7 por cento) respondeu que foram ambos a sugerir um casamento aberto. Nenhuma mulher, por si, o propôs.

Sobre quem sugeriu um casamento aberto, 66,7 por cento dos homens assumiu a sugestão e 33,3 por cento atribuiu-a a ambos. Nenhum respondeu ter sido da esposa.

No que respeita à frequência de relações com outros parceiros, dos "swingers" que responderam a esta questão 35,3 por cento referiu uma frequência diária, 29,4 por cento semanal, 23,5 por cento mensal e 11,8 por cento uma frequência anual.

Quanto à avaliação da qualidade do casamento antes de terem iniciado relacionamentos extraconjugais, a maioria (44,2 por cento) dos "swingers" avaliaram-no como de qualidade média, 28,8 por cento como excelente, 25 acima da média e 1,9 abaixo da média. Os "swingers" referiram como razões predominantes para manterem um casamento aberto tornar mais tolerável um casamento insatisfatório, aumentar a satisfação de um já de si satisfatório e seguir uma opção filosófica.

IMPORTANTE ESTAREM TODOS BEM

“Se alguém não estiver a gostar, paramos. Não estamos ali por obrigação, mas por prazer”, contou uma “swinger” experimentada à revista do Correio da Manhã “Domingo Magazine”, que, a 17 de Janeiro, publicou uma reportagem sobre o fenómeno da troca de casais em Portugal. O marido logo reforçou a ideia de à-vontade: “Eu gosto muito da minha mulher. Amo-a! Se ela não está bem, acabou!” Importante é que o amor fique à porta do quarto e o ciúme debaixo da cama. De outra maneira, será difícil “gostar”. Aos que pensam no “swinging” com nojo, um praticante com larga experiência no campo, contrapunha: “Quem não pensou já em trocar de parceiros, que homem não desejou ainda estar com duas mulheres na mesma cama? Quantos não traíram já, às escondidas, as suas mulheres e vice-versa? Não temos esse problema. Não caímos na rotina nem na monotonia da relação a dois, que tantas e tantas vezes conduzem à destruição do casal.” Mas a esposa ressalvava: “Isso não quer dizer que todos os casais devam praticar ‘swing’, nem que assim se resolvam os casamentos”.

3 comentários:

Anónimo disse...

«O swing consiste numa troca de casais. Infidelidade consentida», afirma um casal de brasileiros, de 46 anos, que já praticou swing três vezes. A experiência com o swing varia de casal para casal e, claro, de pessoa para pessoa. «O que mais de positivo contribuiu para a relação, foi o aumento sensível no desejo sexual de um pelo outro», diz o mesmo casal, que aponta um problema a este tipo de relações estabelecidas, numa primeira fase, através da Internet: «podemos encontrar casais desajustados. Por exemplo, quando apenas um dos cônjuges quer ter este tipo de relação. Por outro lado, quando encontramos um casal maduro emocionalmente, é um prazer, pois o sexo é feito de forma a que todos se satisfaçam inteiramente.»

«A Internet veio abrir alguns caminhos para o encontro entre casais», refere um casal de portugueses que teve experiências de sexo em conjunto com quatro. Ela de 30 anos e ele de 40 explicam que os encontros entre os casais swingers são feitos discretamente: «existe um hotel no Algarve e pelo menos dois bares em que as pessoas se encontram. As festas são sempre em casas particulares ou em locais estratégicos.»

Este casal de portugueses diz sentir-se mais unido que em qualquer momento da vida. «Adoro a minha mulher e sei que a nossa relação vai muito para além do acto que acontece naquele momento», diz Alberto* a propósito do que sente quando assiste ao acto sexual da mulher com outro homem. «Não há qualquer ciúme ou medo», continua, «porque é uma relação consentida e desejada por ambos. Dá-me muito prazer ver que ela está bem.» Ao que Sandra*, mulher de Alberto, acrescenta: «a nossa relação ultrapassa a convenção tradicional. Somos cúmplices e não há espaço para o ciúme.» Além do mais, para este casal a experiência que têm tido, no decorrer de três anos em que passaram da fantasia à acção foi enriquecedora.

No entanto, segundo António*, casado há 21 anos com Barbara*, «todas as pessoas que praticam swing correm o risco de um dos cônjuges preferir o outro parceiro.» Este brasileiro prefere que a sua mulher satisfaça as fantasias com ele presente do que «ambos fazerem isso às escondidas, como acontece com inúmeros casais, que vivem uma vida hipócrita.»

Cybercouple é um nickname de um casal do Porto, co-fundador de um site dedicado a casais swingers. Este é um casal que já entrou no swing há dois anos: «O que nos motivou o swing foi acima de tudo a curiosidade de ver como é, e como a ideia até era excitante, fomos experimentar e gostamos. Mas antes de lá entrar a ideia andou cerca de 1 ano a "germinar", e só demos o ultimo passo quando começamos a discutir o assunto fora da cama. Assim que conseguimos fazer isso, e discutimos normalmente sobre as nossas fantasias achamos que estávamos prontos para o próximo passo: conhecer casais.»

Embora não acredite que o swing salve um casamento, este casal diz que o swing pode contribuir para fortificar uma relação, se o relacionamento for estável e porque as pessoas falam mais abertamente da sua sexualidade e das suas fantasias. «Continuamos a ter as nossas discussões, as diferentes formas de ver certos assuntos, mas também lá continua o gostar de sentir o calor do corpo (mesmo no verão), quando nos deitamos, da troca das pequenas caricias (e também das grandes) e, claro do sexo a dois», refere este casal do Porto.

Fundamentalmente o que ajudou à divulgação do swing foi a Internet, e foi com o aumento da sua utilização que o número de casais curiosos (e não só) cresce de semana para semana. Além disso, as novas tecnologias permitem colocar as pessoas em contacto sem que sejam conhecidas as identidades de ambos os lados, o que segundo dizem vários casais swingers «torna mais fácil e com menos receios os primeiros contactos entre os casais.»

* por forma a preservar a privacidade dos entrevistados usamos nomes fictícios

Anónimo disse...

Certamente já ouviu termos como “swing”, “swinging” ou “swinger”. Por todo o país têm aumentado o número de casais que tem uma forma diferente de encarar o sexo no casamento. São pessoas de todos os estratos sociais, culturais, económicos e etários, com uma enorme vontade de viver e que adoram aproveitar todos os pequenos prazeres que a vida lhes proporciona. Gostam de se divertir, de “jantaradas”, de dançar até tarde numa discoteca, de beber um copo num bar, de conviver... e, claro, de sexo, muito sexo!

Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade mental e não a física. O casal swinger é, pois, desprovido de preconceitos em relação à sexualidade. No fundo, são libertos de tabus e dão vida às fantasias, com outros casais, aceitando que o seu parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Contudo, o envolvimento entre swingers é puramente carnal. Nunca sentimental.

Várias são as palavras relacionadas com o swinging, tais como pornografia, promiscuidade, orgias, depravação, libertinagem... Cada casal tem a sua interpretação de swinging. No entanto, um dos principais objectivos dos swingers é estabelecer relações de convívio com outros casais, que venham a enriquecer a vida conjugal, por isso não encaram o swing como algo depravado ou libertino.

Livres de preconceitos, os casais swingers encontram outros casais na Internet. Através de sites próprios, colocam anúncios, falam em chats e fóruns e partem à aventura, marcando encontros...

Anónimo disse...

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