In Borboleta Assanhada
- Para S. Bento, s.f.f.
Detesto conduzir em Lisboa, ainda mais estacionar.
O táxi serpenteia pelas ruas de Lisboa enquanto eu imagino a cara dele quando entrar naquela sala.
- São 15 euros, menina-
Credo!! Eu não andava de táxi há muito tempo, mas xiça… 15 euros? Tem a certeza que não se esqueceu de desligar o taxímetro depois do cliente anterior sair?
- Tá a gozar comigo, menina?
- Não, mas você está de certeza.
Mas pronto, tem de ser, não é! (deixa, ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão)
Saí do táxi ajeitando a saia e com cuidado para não enfiar os saltos nesta linda calçada portuguesa e subo a escadaria que dá acesso à maior cozinha deste país (só tachos!!)
- Boa tarde, em que posso ser útil?
- Boa tarde, tenho uma audiência marcada com o Dr. Vasco Silva Martins- No segundo andar.
Um assistente acompanhará a senhora.
- Obrigada.
- Linda e segura de mim lá fui seguindo as indicações de quem me guiava.
Finalmente tinha conseguido marcar uma audiência.
- Aguarde aqui, por favor.
Não vou negar que a decoração daqueles corredores dêem de facto um ar romântico à situação.
Tudo serve de inspiração quando se trata de perder a pose.
- Minha senhora, o Dr. Vasco Martins vai recebê-la agora.
- Obrigada.
– Fui acompanhada até à entrada da sala.
Ele já ma tinha tentado descrever, mas eu não confio muito nas suas qualidades descritivas, por isso só vendo mesmo.
O pé direito daquela sala devia ter uns 5 metros.
No alto, o tecto trabalhado em estuque e o candelabro davam continuidade ao ar romântico do corredor.
Em baixo, eu pisava uma carpete vermelha que ocupa o meio da sala, emoldurada pelos tacos brilhantemente encerados.
A mesa dele está perto da janela, onde se vê uma qualquer rua de Lisboa.
- Obrigada, Marco, pode ir.
– disse ao assistente, com a voz embargada pela surpresa de me ver ali.
– Tu és completamente doida.! Tu não me digas que tu é que andas a melgar a minha secretária, para marcar uma audiência para me apresentares a árvore das patacas!
- É verdade, eu mesma.
– Disse a sorrir.
– Alguém tem de vos dar ideias.
Mas olha que não me posso demorar.
Tenho uma hora.
Depois tenho uma amiga à espera para ir às compras.
A mesa dele é rectangular, com os papéis organizados nas extremidades.
Por isso, tomei a liberdade de me sentar em cima dela, mas de frente para ele, onde os únicos papéis eram os que estava a ler e que foram facilmente desviados.
Os meus pés descansaram nos braços da cadeira dele, onde se recostava, agitado, com o sorriso de quem estava incomodado com o que estava a passar, mas ao mesmo tempo excitado com o risco.
As mãos dele não demoraram a iniciar a subida pelas minhas pernas, descobrindo as coxas antes tapadas pela saia.
"Anda, sabes o que quero".
Fechei os olhos, para sentir apenas o toque das suas mãos.
Abriu-me as pernas e percorreu as minhas virilhas com os dois polegares, um de cada lado, a expulsar as cuecas do caminho.
O meu olhar lânguido denunciou o prazer que eu ansiava, enquanto lhe segurava na cabeça.
- Deita-te – disse-me.
A sua língua deu-me a sentir o melhor aperitivo que uma mulher apaixonada pode sentir.
Fui saboreada de uma forma como ele nunca tinha experimentado, o meu clitóris presenteado de forma quase alucinante... "Vem-te, querida, aqui, na minha boca" disseram os olhos dele. "Não, quero vir-me em cima de ti".
Levantei o tronco e afastei-o do seu manjar, delicadamente.
Deslizava para o seu colo enquanto ele desapertava as calças e as baixava, continuando sentado.
E as nossas bocas sentiram o meu sabor, que luzia nos seus lábios.
Lentamente fiz-me dona e senhora daquele falo que reclamava atenção "Sê Bem-vindo ao meu humilde e quente casulo".
Sei que sou previsível, mas não sei sentir de outra forma.
"Olha para mim, quero ver a tua expressão quando te vieres" e deixei a minha vontade e tesão tomar conta de mim.
O meu corpo balanceou no seu colo, as minhas pernas tremeram e eu senti um dos melhores orgasmos que ele me proporcionou desde que estamos juntos.
- Dás cabo de mim, doida. – disse enquanto se vestia e se certificada que nenhuma matéria orgânica tinha manchado o seu "Tenente".
- Gostaste da visita? – perguntei enquanto lhe acariciava o rosto.
– Ainda bem. Agora tenho de ir, que a Maria está à minha espera.
- Tenho uma surpresa para ti.
Era para te entregar à noite, mas já que cá vieste…
- Não queria acreditar no que via.
A viagem que lhe pedi, ao Dubai, estava ali, na minha mão.´
Depois de tanto tempo a insistir, lá consegui…- Obrigada Amor. Obrigada mesmo… Bem, vou-me embora. Passas lá por casa logo?
- Não sei, acho que a minha mulher marcou um jantar qualquer, mas depois telefono-te.
- ok, fico à espera.
- Ele veio acompanhar-me à porta
– Muito obrigada pelo tempo que me dispensou, Dr.
- De nada minha senhora.
Porta fora, óculos de sol nas ventas que este mês de Setembro está um espectáculo.
Respirei fundo….Estava a ver que era só o Governo a foder-me a mim…
Que bem que sabe foder o corpo e a carteira de um membro do governo, p’ra variar…
In Borboleta Assanhada
quarta-feira, abril 26, 2006
O melhor da Blogosfera (Borboleta assanhada I )
Publicada por Ana à(s) quarta-feira, abril 26, 2006
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