
Enfermeira, polícia, criada, dominadora ou freira. Tudo vale. E, como é Carnaval, ‘ninguém leva a mal’.
Qualquer relação, seja duradoura ou não, pode ser apimentada com brincadeiras e criatividade, por isso, e voltando a usar uma frase feita, ‘como o Carnaval são só três dias’, porque não aproveitar para usufruir de um fim-de-semana prolongado dedicado ao sexo e à fantasia?
Para a época festiva não passar despercebida, vá a uma ‘sex shop’ e aventure-se a descobrir inúmeras personagens das quais se pode mascarar. Se preferir, compre um presente para o seu companheiro, um fato bem excitante. Pode ser cowboy, mecânico, bombeiro ou mesmo príncipe encantado. Depois, vestida (ou vestido) a rigor, crie todo o cenário necessário. Se actua como uma mulher polícia, seja severa, algeme-o à cama e castigue-o com umas ‘dentadinhas’ pelo corpo. Por outro lado, se preferir uma versão mais recatada, tipo freira, aproveite para lhe mostrar algumas partes do corpo e deixe--o sôfrego por não poder provar o ‘fruto proibido’. Tudo passa pela imaginação, representação e brincadeira. Uma maneira divertida e saudável de estar a dois.
Contudo, há quem não faça destes ‘uniformes’ uma brincadeira ocasional e viva a sexualidade sempre com máscaras. Indivíduos que apenas se sentem excitados ao representar uma figura diferente da realidade em que vivem. Esta situação pode ser vivida naturalmente e sem problemas caso o companheiro desfrute, igualmente, desta forma de estar a dois. Contudo, nem sempre é fácil encontrar uma ‘cara-metade’ que concorde com as mesmas fantasias sexuais. Nestes casos podem surgir problemas e até uma ruptura na relação. É fundamental que os parceiros partilhem os mesmos interesses na intimidade, pois só assim terão uma sexualidade saudável e uma união harmoniosa.
Para explicar melhor esta ‘mania de vestir a pele de outra pessoa’ a Vidas falou com o sexólogo Nuno Nodin. “Se quisermos ser rigorosos, esta condição não é um fetiche. Um fetiche consta da atribuição de significado erótico a objectos ou a partes do corpo além dos genitais. Por isso, é mais correcto dizer que assumir um certo papel em si não é um fetiche, mas pode incluir dimensões de fetiche, por exemplo, se forem utilizados certos objectos com um significado especial (sexual) para o indivíduo (objectos de couro, por exemplo)”, explica, acrescentando: “Trata-se somente de uma preferência sexual. Para algumas pessoas, o facto de criarem um determinado cenário e de assumirem um certo papel, tem um significado pessoal e íntimo, relacionando-se com as suas fantasias sexuais que são assim actuadas na vida real e de uma forma tão pessoal quanto possível.”
Para entendermos melhor os indivíduos que gostam de se ‘transformar’ noutras pessoas durante os momentos mais íntimos, procuramos o significado de outras ‘vertentes’ sexuais em que a teatralização e o vestuário também têm grande importância mas, de formas completamente distintas. Segundo Nuno Nodin, no seu livro ‘Sexualidade de A a Z’ (editora Bertrand), o fetichismo caracteriza-se por ser uma “condição dos indivíduos para os quais a atracção e a excitação sexual é provocada por certos objectos, substâncias, materiais, bem como por determinadas zonas ou características corporais. Os indivíduos fetichistas necessitam da presença de um ou de vários elementos específicos, os fetiches, sem os quais não são capazes de ficar sexualmente excitados e de atingir o orgasmo.”
Fazendo uma pequena investigação pelo mundo da internet, apercebemo-nos quais as fantasias preferidas dos portugueses. Constam da lista a criada de hotel, trabalhadora e provocadora, a polícia, severa e castigadora, e a dominadora (com roupas de couro, saltos altos e chicote), que se mostra sempre muito segura de si e indiferente ao companheiro. Já no sexo oposto, as fantasias de eleição são o mecânico, de preferência a cheirar a suor, e o cowboy atrevido e rebelde.
DOMINADORA
Uma das fantasias dos homens é serem dominados por uma mulher vestida com roupa de couro, cara vendada, saltos altos e de chicote na mão.
RELAXAR
“Temos de ter a disposição certa e, por vezes, as fantasias são o suficiente para começar”, (Manual Completo de Sexualidade).
FETICHES
“O travestismo relacionado com espectáculo e o que tem origem sexual são muito diferentes”, diz Nodin.
PERSONAGENS
“Alguns dos papéis mais comuns são os de mestre/escravo; pai (ou mãe)/filho ou filha; médico/paciente”, revela o sexólogo.
SUGESTÕES
PARA ELAS:
- Criada de Hotel
- Enfermeira
- Bruxa
- Líder de claque
- Coelhinha
- Polícia
- Freira
- Dominadora
- Catwoman (mulher-gato)
- Mulher zorro
- Loira, morena ou ruiva
PARA ELES:
- Cowboy
- Oriental
- Polícia
- Mecânico
- Bombeiro
- Farda militar
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TRAVESTISMO
O prazer de vestir a pele de outra pessoa também está associado ao travestismo: “A utilização de vestuário característico de indivíduos de sexo oposto, com o objectivo de obter excitação ou prazer sexual. Mais do que um simples comportamento, o travetismo é muitas vezes uma forma de dependência”, afirma Nuno Nodin.
Marta Marques in Correio da Manhã
domingo, abril 23, 2006
Máscaras Picantes
Publicada por Ana à(s) domingo, abril 23, 2006
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1 comentários:
VALEU PELO LINK DE DIREIONAMENTO PARA A CENTRAL DO VIDEOS..
ABRAÇOS
URUCKA...!!!!
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