
Acordei com vontade de atormentar o teu corpo, de te fazer desesperar de tesão.
Pormenores?
Eu sei que gostas de pormenores.
Cheguei a casa de madrugada e só desejava encontrar-te na minha cama.
Cheguei com uma vontade inexplicável de te fazer vir na minha boca.
Só queria fazer-te vir na minha boca.
Imaginei deliciada cada segundo de “tortura” que irias passar até que te deixasse vir.
Queria-me impiedosa.
Queria-te indefeso.
Mandei-te sentar confortavelmente, ia demorar-me em ti.
Amarrei-te as mãos atrás das costas.
Vendei-te os olhos.
Não queria que me visses, queria deixar-te ansioso, sem saber o que esperar. Queria-te a adivinhar cada gesto meu.
Sussurrei-te ao ouvido “ Hoje vou-me vir contigo, vou-me vir sem me tocar. Hoje o teu orgasmo vai ser meu, literalmente meu.”
Comecei a despir-me na tua frente e deixei cair cada peça de roupa sobre o teu corpo nu.
Querias contrariar-me, mostrar-te quase indiferente, mas o teu corpo denunciava-te. Estavas inquieto, podia vê-lo nos movimentos dos teus lábios.
Inclinei-me sobre ti, sentiste a minha respiração perto.
Disse-te que estava húmida, sabia que não precisava dizê-lo, sabia que podias senti-lo, mas sabia que isso te deixava ainda mais excitado.
Com o indicador molhado com a minha saliva passei rápida e suavemente sobre o teu pau. Senti-o já duro, as veias a pulsar.
Afastei as tuas pernas, ajoelhei-me entre elas.
Contornei as tuas virilhas com a língua e voltei a contorná-las com um sopro sobre a saliva.
Erecto, o teu pau já estava num estado que parecia implorar a minha boca.
Não, ainda não.
Segurei-o com a mão.
Queria sentir todo aquele tesão acumulado, pressioná-lo, senti-lo a querer libertar-se da prisão que era a minha mão.
Sim, agora sim.
Queria ver-te reagir a cada gesto meu, os meus sentidos estavam despertos, atentos a ti.
Tracei os contornos do teu pau devagar com a língua, depois comecei a lambê-lo sofregamente em toda a sua extensão.
Lanço-te olhares enquanto o faço.
Estás impaciente, a tua respiração faz-se em ritmos diferentes como se acompanhasse os meus gestos. Mas, não quero a tua respiração apenas alterada. Quero-a suspensa, mas ainda é cedo.
Gosto do teu silêncio, o silêncio de quem vai resistir até ao limite. Um silêncio só interrompido por breves gemidos que deixas escapar.
Paro.
A tua vulnerabilidade à minha vontade delicia-me, tu sabes isso.
Soltas um sorriso cúmplice. Beijo o teu sorriso com outro.
Desço em ti a roçar o meu peito sobre o teu corpo.
Sinto o teu coração acelerado.
Novamente ansioso, a tentar adivinhar o que vou fazer a seguir.
Agora é a vez das tuas bolas. Seguro o teu pau contra a tua barriga. Detenho-me a lambê-las, chupá-las… mordes os lábios, os músculos do teu corpo contraem-se.
Paro.
Suspiras. Respiras fundo.
Estou a ferver! Um calor húmido alastra nas minhas coxas.
Cravo as mãos no teu rabo. Olho o teu pau duro, teso, apetecível, olho-o vorazmente.
Pedes-me que te tire a venda, que te solte as mãos, mesmo sabendo que não o vou fazer.
O tom da tua voz mudou, é quase uma súplica.
Não te respondo.
Volto a fincar as mãos no teu rabo. Numa investida os meus lábios molhados deslizam sobre o teu pau, quero-o inteiro na minha boca, a preenchê-la.
Chupo-o com movimentos rápidos, intensos, incessantes.
Estremeces.
Tremo de tanto desejo, sinto-me a latejar.
Paro.
Vou foder-te com o meu peito. Seguro o teu pau, bato com ele no peito.
Os mamilos estão rijos, sedentos da tua boca, não lhes faço a vontade. Em vez disso, roço-os na tua glande.
Gemo.
Levanto-me.
Sento-me no teu colo.
Sentes-me tremendamente molhada contra o teu pau.
Tiro-te a venda. Beijo-te os olhos.
Ajoelho-me outra vez. Ponho o teu pau entre os meus seios e fodo-te em movimentos cadenciados e quando não estou a lambê-lo e a abocanhá-lo, levanto os olhos que se prendem nos teus.
Gosto do inferno de sensações que passeia entre os nossos olhares.
Não paras de tentar soltar as mãos. Reclamas dos pulsos doridos, quando isso pouco te importa. Tu queres é as mãos libertas, não é a dor que te incomoda.
Paro.
Olho-te.
Tu sabes que quero vir-me, é inumano conter tanto desejo.
Ambos sentimos a proximidade do orgasmo. A nossa pele está reluzente, suada…
Solto-te as mãos.
Quero os teus dedos enlaçados nos meus cabelos, as tuas mãos a segurar-me a cabeça.
Chupo-te vigorosamente, ao ritmo do orgasmo que pressinto.
Quero que te venhas agora. Sinto o teu leite disparar e inundar a minha boca. Venho-me contigo num orgasmo avassalador.
Procuro o teu olhar agora tranquilo e saciado, vês-me saborear-te e engolir.
In Safada
Fotografia : Tulipas
sábado, agosto 05, 2006
Acordei...
Publicada por Ana à(s) sábado, agosto 05, 2006
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