Neste capitulo, vou descrever as pessoas que mais marcaram minha vida profissional e pessoal...
Carlos, um homem de mais ou menos 37 anos, 1, 70m, cabelos e olhos castanho claro, forte, bom físico, rosto agradável, poderia ser considerado um homem bonito, não fosse a grosseria com que trata as pessoas. Carlos se considera irresistível para as mulheres, é casado, mas tem amantes dentro do hospital. Preguiçoso, péssimo profissional, maltrata os pacientes, e sempre que tem chance empurra suas obrigações para outro colega. Eu sou a profissional mais antiga, quando ele recém contratado veio trabalhar em minha unidade, eu me encantei com ele, achava-o bonito, fazia tudo para agradá-lo. Carlos percebeu meu interesse por ele, riu e fez piadinhas a meu respeito com outros rapazes falando na minha frente que não havia mulher mais feia em todo o hospital, passou a me destratar e flertava com outras garotas. Com o tempo ele percebeu também o medo que eu tinha de ficar desempregada e se aproveitou da situação para me diminuir e me humilhar mais ainda, viva falando para a enfermeira chefe na presença dos outros colegas que eu não tinha companheirismo, não o ajudava em nada, que eu era preguiçosa, entre outras coisas. Falava alto, não dava oportunidade para eu me defender, a enfermeira acreditava nele, me repreendia na frente de todos, me humilhava, desse modo me vi obedecendo a Carlos em tudo, ele mandava eu fazer o serviço dele, puncionar as veias dos seus pacientes, ir ao laboratório, farmácia, receber os pacientes que internavam em sua enfermaria. Fiquei completamente submissa a ele, assim evitava os ``escarcéus´´ que ele fazia na frente de todos os funcionários me degradando como profissional.
Cíntia chegou depois dele, 27 anos, 1,50m, magrinha, clara quase loira, olhos azuis, cabelos castanho claro comprido, tornou-se amiga, companheira, tentava me defender como podia de Carlos, não entendia como eu me rebaixava tanto perante ele, eu tentava explicar que era sozinha, não tinha ninguém, contava de meus medos, minhas angustias, meu casamento fracassado, minha solidão. Cíntia e casada, e naquele tempo seu marido estava desempregado e não conseguia colocação, entrou em depressão profunda precisando ser internado algumas vezes.
Depois veio Lia, uma mulher de mais ou menos trinta anos, altura media, corpo cheio, loira, bonita, sempre bem arrumada. Nos demos bem no inicio ate certo ponto, aos poucos ela foi adquirindo uma antipatia inexplicável por minha pessoa. Correu boato no hospital que ela se tornara amante de Carlos, passando a me ignorar como companheira de serviço. Recusava quando eu lhe pedia alguma ajuda, dizendo não ter obrigação de me auxiliar.
Antonio veio depois de Lia, moreno, cabelos começando a ficar grisalhos, quarenta anos, 1,60m, olhos de ``peixe morto´´, cara de safado. Não era ma pessoa, como profissional era razoável, mas tinha o costume de olhar as mulheres com um convite malicioso no olhar. Logo ele fez amizade com Carlos, e os dois se uniram para me aporrinhar, falar de minha aparência, das roupas recatadas que eu usava. A única coisa que Antonio não fazia era empurrar serviço dele pra mim. Roberto foi o ultimo a chegar, jovem, 25 anos, 1,75m, esbelto, claro, olhos e cabelos castanhos, usava roupas justas marcando o corpo, homossexual assumido, companheiro, amigo, excelente profissional, tornou-se meu melhor amigo junto com Cíntia. Regina, enfermeira chefe da unidade3 pediatria, mulher de 43 anos, morena clara, magra, altura mediana, mostra sua autoridade chamando atenção e repreendendo funcionários na frente de pacientes, acompanhante, médicos. E insegura profissionalmente, costuma dar muita atenção as fofocas de Carlos, não se importa com o que acontece na unidade desde que a escala de serviço seja cumprida. Esse era meu ambiente de trabalho, e somente depois que me tornei mulher do homem que me violentou foi que adquiri um pouco mais de confiança, respondendo a altura as provocações de Carlos e Antonio não mais obedecendo as suas ordens, fazendo apenas minhas obrigações e ajudando somente quando necessário.
Thomas me fez sentir mulher, viva, palpitante...comecei a gostar de mim, me tratar, comprei roupas novas provocantes, peças intimas minúsculas, sapatos e sandálias de salto alto, perfume, maquilagens, cremes. Eu, que não me considerava bonita, tornei-me uma mulher vistosa, cuidada, pele sedosa, satisfeita sexualmente, não demorou pra Carlos e Antonio notarem a transformação e começarem a me assediar sexualmente. Num certo dia Thom ligou para mim, quase no termino do plantão, quem atendeu foi Antonio...
- Pois não...com quem deseja falar....
- Com Roseli...
- Queridinha...telefone pra você...
- Quem e?...(perguntei a Antonio)...
- Quem quer falar com ela?...
- Diga que e o homem dela...
- Disse que e seu homem...(olhando-me com cara cínica)
Com o rosto afogueando, atendi de imediato o telefone, Antonio ficou perto querendo ouvir a conversa...
- você pode me dar licença?...
Antonio se afastou contra vontade, assim que Carlos retornou ao postinho (sala de preparo de medicação), o rapaz fez um sinal pra ele e os dois foram juntos pra sala de café...
- Você tinha razão Carlos...um sujeito ligou pra crentinha (era assim que os dois me tratavam pelo meu modo de vestir e pentear os cabelos antes de conhecer Thomas) acho que ele esta esperando no pátio de estacionamento do hospital...(Antonio)
- Não te falei?...e eu pensando que ela estava querendo chamar minha atenção, mas isto não vai ficar assim, estou com uma vontada louca de dar uma nela...quero ver o cara...(Carlos)
- Eu também estou curioso...(Antonio)
- E vou dar um jeito de fazer ela conhecer minha rola...(passando as mãos nos genitais por cima da roupa) e quando eu conseguir, você vai ter a sua parte, agora vamos passar nossos plantões que não quero correr o risco dela sair e a gente não ver...(Carlos)
Avisei Thom que ia demorar um pouco, pois estava cuidando de uma criança com doença infecto-contagiosa e seria necessário tomar banho. Demorei uns trinta minutos, quando sai os dois idiotas estavam me esperando pacientemente, andei rápido ate a portaria saindo para o pátio de estacionamento, tinha pedido para Thom não sair do carro, ele abriu a porta assim que me viu, entrei rápido fechando-a, Thom me beijou, suas mãos começaram uma caminhada por meu corpo, pedia a ele que saíssemos rápido dali, para evitar comentários dentro do hospital, ainda vi os dois rapazes tentando enxergar alguma coisa através do vidro com insufilm. Carlos anotou o numero da placa do carro do meu amor, e foi assim que ele descobriu alguma coisa sobre Thomas, pedindo auxilio ao seu tio investigador que lhe entregou um dossiê completo sobre as atividades de meu amor. Assim começou um tempo de terror e de chantagem, sofri as piores humilhações nas mãos de Carlos e Antonio, mais de Carlos, pois Antonio se deixava levar por ele.
Sofri muito, e por causa deles sofri nas mãos de meu amor também, que chegou a acreditar que eu o traia..No próximo capitulo continuarei da parte em que parei no capitulo anterior, quando Carlos comentou com Antonio que ia me encurralar naquele dia no decorrer do plantão. BEIJOSSS...
terça-feira, dezembro 26, 2006
Rose I
Publicada por Ana à(s) terça-feira, dezembro 26, 2006
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